por Mäyjo, em 17.04.14

A China aprecia coisas altas: edifícios altos, pessoas altas e existem até campos de verão concebidos para estimular o crescimento das crianças. Outra obsessão é a ecologia (que contrasta com o aumento dos preocupantes níveis de poluição).
Em breve, a população chinesa terá estes dois cultos – o alto e o verde – num só edifício. O novo arranha-céus de Xangai – oficialmente Shanghai Tower – vai ter 632 metros e será, segundo os construtores, a torre verde mais elevada do mundo.
A estrutura da Shangai Tower foi concebida para satisfazer as exigências do US Green Building Counsil’s LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). “É o edifício mais verde e mais alto na Terra neste momento”, afirma Dan Winey, director da Gensler na Ásia, o atelier de arquitectos que desenhou o edifício.
A torre vai contemplar 121 escritórios e espaço para comércio e para hotéis e vai ter uma fachada em vidro duplo, o que vai reduzir a pegada ecológica do edifício em 34 mil toneladas por ano, refere o Financial Times (FT). A forma em espiral do edifício vai permitir minimizar as rajadas de vento, cerca de 24%. “O resultado é uma estrutura mais leve que vai poupar €42,7 milhões (R$132,5 milhões) em materiais de construção”, afirma o porta-voz da Gensler. O custo total do edifício está estimado em €1,8 mil milhões.
O edifício vai estar verticalmente dividido numa espécie de nove bairros, com uma decoração que evoca a paisagem campestre dos arredores de Xangai. Cada entrada destes bairros vai ter um jardim plantado em solo primário, misturado com nutrientes extra e composto, que será irrigado com um sistema de gota. Nos jardins vão ser plantadas espécies de várias partes da China. A iluminação exterior do edifício seja feita a partir de energia eólica.
No total, segundo os arquitectos, vão ser aplicadas 43 tecnologias que vão permitir à Shanghai Tower tornar-se o segundo edifício mais alto do mundo, mas também o mais verde, permitindo uma redução de 21% do consumo energético.

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por Mäyjo, em 25.09.13

A Casa em Melides, criada pelo arquitecto Pedro Reis na zona rural do município de Grândola, surge como o refúgio perfeito para quem quer fugir da cidade. Com uma forte estética geométrica, esta habitação de férias oferece um amplo espaço que se funde com a paisagem. Além disso, a organização em volumes goza de um design sustentável que privilegia a iluminação e ventilação naturais e a mínima perturbação com o local.
A Casa em Melides está separada em duas grandes áreas – que são dois volumes rectilíneos empilhados. O volume inferior alberga os quartos, a cozinha e as casas de banho, enquanto o de cima as áreas de convívio. O volume de baixo, revestido de folhas de cimento pré-fabricadas cor de terra, confunde-se com o solo, como se parte da paisagem se tratasse. O volume de cima usa vidro do chão ao tecto em muitas das paredes.
Embora a maior parte da habitação esteja pintada de branco, por dentro e por fora, as paredes tornam-se numa tela variável face às mudanças de cores do campo.
O cliente consultou três escritórios de design antes de avançar com a construção – Pedro Reis apresentou o projecto de uma casa construída no topo de uma colina íngreme, de modo a tirar o máximo partido da natureza circundante, e recebeu a aprovação. O resultado é de tal forma espantoso que mereceu destaque internacional no Inhabitat e foi distinguido no World Architecture Community Awards.
in: Green Savers
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